Gritos do Tempo

by VESANO

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1.
2.
Uma luz brilha através de minha janela Apesar de ser meia-noite Eu sei que é em vão, Um espírito poderoso e ativo Procurar consolação em seu retiro O homem de inteligência aguçada, Tem ao menos nas letras Um alimento a sua vontade, Quando se vê privado de ação. Às vezes, o pensamento se lança Fora da sua esfera natural. Antes do declínio desta lua, E, sem as lágrimas salgadas De uma realidade evidente, O túmulo se torna contente, Acalmando um coração indeciso... Vejo, tão longe quanto a vista pode alcançar Os vastos domínios da morte; Majestosa anfitriã, Que faz do rio da minha vida Um pântano estagnado....
3.
Todos riam e eu chorava, Mas não era choro de tristeza, Era a sabedoria, que rasgava Minha mente com sutileza. Ah, o conhecimento; Caminho sem volta, Fúnebre e solitária escolta, Invisível qual o vento. Quanto mais saber, mais sofrer. A tristeza é uma consequência da reflexão, Mostra todas as faces da desilusão E nunca as deixa de querer. Possas assim crescer, Qual o sol em seu alvorecer, Até o dia de não mais poder.
4.
09:37
Há muito procurei deixar minha marca; De todas as maneiras possíveis tentei, Tudo que encontrei foi a estaca Daquilo que representei. Mundanamente errôneo outrora, A vida ferira-me profundamente; Quem sabe a mesma, agora, Deixaria-me um pouco contente. Do sofrimento ninguém escapa, Esta venerável e sutil espada, Que trouxera-me tua arca. A marca que deixei foi uma estaca, Cravada na lembrança Daqueles que possuem a esperança, De que a morte não alcança. Procurei deixar minha marca, Mas como todos, fiquei em destroços; Esta agora és minha marca, Uma velha pilha de ossos!
5.
05:16
Encosta-me a face ao pranto Amargo da pousada. Na descida anseia, Uma vida de dor cheia. O chamado mudo, o olhar cego. Sangue morto pisado, estancado. Marcas gritam pátinas externamente, Internamente deteriorado. Que a tanto quanto, Faz-se consolado. Anula dura trivial, Vida abismal.
6.
08:24
Agora falece-me novamente, Acerca-se nova tempestade avante ao sol. Desaguam minhas lágrimas saturadas, Rolando de minha existência desgraçada! Regada a pranto, Parte minha face em lamento. Donde um dia fora luz, Toma penumbra esvaecida cinza! Navegando por ondas de tristeza, Avante sopor ímpio De augusta nobreza! Voltas-te com tamanha sutileza, Mais uma vez afogo-me dentre Impiedosa correnteza! Mais uma vez... Arrasta-me branca água salgada, Rolando de minha existência desgraçada!
7.
Fonte inspiradora da minha consciência. Sem ti, não haveria razão para meus versos. Única e verdadeira estadia, Durante a vida, construis-te tua moradia Nas extremidades solitárias de meu coração. Se te esquecesse, não seria eu, Em mim, a vida jamais floresceu. Fora a felicidade de minha tristeza... Quando meu peito enchera-se de pranto Fos-te o acalanto. Quando te achei, me achei, Quando te encontrei, me encontrei. Peremptoriamente és minha majestade. Tua imagem em mim refletiu, Unimo-nos, sou uno contigo, Tu és meu abrigo. No deserto fos-te a água, No mar fos-te a terra, Na fome o alimento. Mostra-me que a morte é bem maior que a vida! Cicatriza todas as feridas! Com a morte encontro a glória! Esta aproxima-se, crê-me, em seu largo passo!

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released December 28, 2014

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