A Eterna Dança da Morte

by DEFUNTOS

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about

DEFUNTOS are back and invite you over to join the eternal dance of death (A Eterna Dança da Morte)! The newest masterpiece of this Portuguese band leaves no desire unfulfilled: cutting guitars, monotonous drums and a voice sounding like the Portuguese black counterpart to the Argentinian in the white robe.

DEFUNTOS create an atmosphere of death and show the limits of life by taking the listener on an aural trip through the Capela dos Ossos (The Bone Chapel) in Portugal. The world of DEFUNTOS is cloaked in a dense grey fog. But there are many tinges of grey, reflected in the heaviness of the songs that slowly spreads over the listener. This is created by the pulsating melodies of the bass guitar in combination with the rhythms of the powerful drums.

DEFUNTOS offer (active since 2005) a high quality consistency in their releases and create a morbid and unique mood through the nostalgic sound of their Doom and Black Metal creations no other band could ever compete with. So let’s follow DEFUNTOS into a forgotten world of reminiscence where time stands still.

Every release of this band spreads out the black poison within the crowd of fans, but ‘A Eterna Dança da Morte’ is the cup of hemlock of the Black/Doom Metal subgenre. DEFUNTOS’ six songs and the intro have been composed and recorded in-between 1915 and 1916. February 1916 gave the final polishes to the sound in the Empty Hall studios in Spain. The album will be released on CD including a 4-page booklet, on heavy vinyl in two editions and as a digital download.

credits

released June 18, 2016

Music composed &Recorded by Defuntos between 1915 and 1916. Mastered & mixed at at Empty Hall Studio (Spain) in February 1916.

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about

Dunkelheit Produktionen Aachen, Germany

Dunkelheit Produktionen
Label for Negative and Somber Music Art

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Track Name: A Vigília Fúnebre
Um estremecer que surge vindo do cemitério
Maldições da vida, descabidas d’alegria
Um sempre aglomerado de melancolia e mistério
Triste amanhecer que clama por plangeria

Rastejei eternamente
Escondi-me nos recantos da escuridão
Foi um viver morto; um acto sentido intensamente
Ofusquei a esperança, rescindi ao perdão

Esqueci-me do meu nome, de como era
Um traste nas teias da…….. miséria

Deambulo como um vagabundo junto da dita pedra
Choro, grito, invoco a dor… Abro a maldita artéria

Tudo voou como vento
Esta ausência de viver criou-se em mim
Não de agora, nem de sempre, este desalento
É a mágoa de cada fôlego que sinto que permanece até ao fim

Lembro na cadência do pensar
Sozinho e inerte, padeço como Defunto que sou
Fui de outro tempo, antes deste penar
A tragédia arrebatou-te para o fundo, até a Morte chorou

Tremo, não de medo, de perturbação
Cai a noite e com ela a melopeia insaciável dos dóceis sons

A vida falece aos poucos e continuamente em regressão
Desejo perecer ou simplesmente ver a vida com outros tons
Track Name: A Reza da Tristeza
Neste mundo, perdi tudo o que tinha
O corpo e a alma radiosa
O futuro distante que s’ avizinha,
Tem na sua alçada a tragédia venenosa
Que nela o luto provinha,
Quando aprofundei a perda dolorosa

Penso na Morte, na sua essência sofredora
E em toda esta amargura e tristeza avassaladora

Vou andando constantemente
Recordando a amarga saudade
Alada a um desejo de abafar o insidioso presente
É a dor culminada da eternidade
Que o meu âmago sente
Por ele somente rogo por piedade

O imaculado espírito azulou-se
Nada mais resta que recordações sombrias e de breu

Nós os vivos, choramos
Pelos Mortos que lembramos
É um sofrer que aperta no coração
Mesmo na presença da absolvição

Omito a mágoa, fico inerte de tudo
Presenciar o ciclo da dor,
Viver no calado e sofrer mudo
Penar defronte ao desaire do amor
Rezo pela redenção do meu fado, contudo,
Não chega para varrer do peito este meu ardor

Nós os vivos, sofremos
Pelos que outrora conhecemos

Não basta a tristeza em mim despojada,
Senão também a dor da minha alma usada
Voam as lembranças de mim
Encantam-se as vielas do cemitério
A chuva cai, e nela as memórias se esvaem sem fim,
Face à vassalagem daquele momento etéreo
Track Name: Barranco do Velho
Pardo em más esperanças
Alheio à vida, morro por viver
Estou preso num calabouço
onde o tempo parou no momento
em que a dor se tornou insuportável

Neste poço de terra que m’ acolhe
Bebo vinho como o sangue que cai a meus pés
Vou ao poial - patavina em redor!

Pela Serra deambulo em passeios nocturnos
Destilo o ardor do peito e engreno numa nova aventura

Noites loucas de garrafa em mão
Rodeado por vastos Sobreiros
Imagino diálogos de silêncio
Contaminado de tinto escavo a cova

A triste cadência do tempo acarreta a morte
A bruma matinal esvai-se nos mil montes

Quando o Sol emergir atrás da Serra
para dissolver a minha existência a pó
Alcançarei uma aparente salvação
Que me levará ó de lá dos ingremes penedos

Um trago de falsa esperança na taberna do Marafado
Abro a goela e boto a baixo o medronho

Do mais fundo dos abismos do Caldeirão
Descendo as veredas em marcha de procissão
Hasteio o copo e brindo às trevas

Noites loucas de garrafa em mão
Contaminado de puro tinto

Divago à beira das águas paradas
E lembro-me qua vida é um só trago
Track Name: A Eterna Dança da Morte
Tristeza e maldade!
Atravessam os domínios do meu ser
Assentado, espero pelo desfecho
O meu enterro…

A luz dos candelabros fenece
Ouço o assobio do vento, como gritos d’amargura

Os portões abrem-se…
A desgraça entrou imaculada
Ajeito a minha alma pra ruína
O desconhecido, o reencontro…

Profanação do meu infame cadáver
Onde o bafo da minha podre essência sente-se no ar

Na Eterna Dança da Morte
Os ossos quebram-se e a alma baila
O império da Morte valsa ao meu apelo

Conjuro o meu ritual em terras sagradas
Vultos sombrios penetram nas paredes
Deambulam na aldeia que me viu morrer

Na Eterna Dança da Morte
Os ossos quebram-se e a alma baila
O império da Morte valsa ao meu apelo
Track Name: No Encalço da Lua Negra
Os anos foram passando cegos
Por entre água e terra, descampados e montes
Ia morrendo lentamente

Quando aquele Inverno enviuvou, tombei num algar de tristeza
Foram anos assim, sozinho aqui…

Lembranças que me ferem os olhos
Imagens repletas de nostalgia
Esfaqueei as memórias até ao osso
Desabafo nas paredes gastas que me cercam

A Lua tece da sua macabra magia
Reflecte pela janela os vultos do costume

Desabo na negra imensidão
A salvação para um ser degradado por memórias
Vivências que secaram
Que desejava que não tivessem sido vividas

Estava uma noite fria como esta
Quando decidi olhar para a luz ofuscante
E vi no candelabro a Morte no meu encalço
Tudo falece perto de mim…

Sentimentos de outra Era
São eles que respiram por mim
São eles que estão cravados no meu ser
São a dor de viver e o desejo de Morrer
Sempre que vir luz, saberei…
Que um dia ela virá por mim

Estava uma noite fria como esta
Quando decidi olhar para a luz ofuscante
E vi no candelabro a Morte no meu encalço
Tudo falece perto de mim…